Impermeabilização com poliureia

A necessidade por soluções em sistemas impermeabilização na construção civil faz com o que mercado esteja constantemente criando e aprimorando novas tecnologias.

A presença da umidade e a infiltração de água são causadoras de uma infinidade de patologias nas edificações, e por isso existe tanto esforço para combatê-las.

 

A impermeabilização com poliureia é um exemplo de sistema de proteção contra infiltração nas estruturas, considerado um dos mais modernos do mercado – mas um estudo de acompanhamento apontou falhas em 80% das obras visitadas (veja mais detalhes a seguir).

Inicialmente criado para uso na indústria automobilística, aos poucos a poliureia foi ganhando espaço nas aplicações dentro da construção civil.

 

Conheça como ela funciona, quais suas vantagens e desvantagens – e uma alternativa.

 

O que é impermeabilização com poliureia?

impermeabilização com poliureia

 

A poliureia é um material bicomponente.

Isso significa dizer que é preciso misturar dois compostos, resina e reagente/catalisador, de maneira similar a outros tipos de sistema, como a impermeabilização com epóxi, por exemplo.

Uma vez iniciada a reação química, há uma janela de tempo para aplicação do produto, sob o risco de perda do material. 

 

A poliureia é comercializada na forma de manta líquida e é classificada como um sistema de impermeabilização flexível, indicado para áreas sujeitas à movimentação térmica como lajes, áreas de estacionamento, coberturas, pisos industriais, e demais áreas em que é preciso aliar durabilidade, elasticidade e resistência.

 

Este sistema de impermeabilização líquida forma uma membrana de proteção sob o substrato a ser impermeabilizado, impedindo a passagem de água, e sendo capaz de resistir, além da movimentação estrutura, também à abrasão, tráfego de pedestres e veículos, agentes químicos agressivos e choques mecânicos.

 

Como é feita a aplicação da poliureia

impermeabilização com poliureia

 

A execução deste tipo de serviço é altamente especializada, pois é necessário um maquinário específico, preparação correta de substrato e do material que será aplicado, além da experiência da equipe de execução.

Do contrário, as chances de patologias são altas.

 

Como todo sistema de impermeabilização, o primeiro passo é a limpeza da superfície que será impermeabilizada, para que fique livre de sujeiras, pontas soltas, óleos, graxas, e demais impurezas.

Este procedimento é fundamental, especialmente quando se trata de um sistema quimicamente sofisticado como o caso da poliureia, para que não haver o risco de reações adversas e indesejadas. 

 

A preparação do produto é feita seguindo as orientações do fabricante.

É importante frisar que este é um tipo de serviço exclusivo para empresas especializadas, com equipe treinada e maquinário dedicado para este tipo de aplicação. 

 

O material é levado até um dosador por bombas pneumáticas, e lá é cuidadosamente dosado, comprimido e aquecido antes de ser enviado para a pistola de aplicação (spray).

Como já dito e frisado, este se trata de uma etapa crucial e importante para a execução correta, uma vez que erros de dosagem e lançamento podem comprometer o processo de cura.

Além disso, todo o ambiente ao redor da área impermeabilizada deve estar devidamente controlado, em termos de temperatura e umidade relativa do ar. 

 

A cura da poliureia é extremamente rápida, podendo já estar seca a partir dos 3 segundos depois da aplicação.

A cura total do produto é da ordem de 24 horas, contudo, a partir de 2 horas após a aplicação já é possível liberar o tráfego para pedestres.

O produto não necessita de revestimento superficial, podendo ser ele próprio, o acabamento final.

 

Principais características da impermeabilização com poliureia

Entenda quais os pontos positivos e quais pontos devem ser muito bem ponderados ao avaliar uma impermeabilização com poliureia.

 

Vantagens da impermeabilização com poliureia

impermeabilização com poliureia vantagens

 

Moldada no local

A poliureia compartilha das características dos materiais que são moldados in-loco.

Se diferencia da manta asfáltica tradicional, que é comercializada em rolos, e durante a aplicação é necessária a sobreposição, juntas e emendas – característica básica dos sistemas pré-moldados.

Por não haver juntas e emendas, os sistemas moldados no local diminuem consideravelmente o risco de falhas, especialmente por erros de execução de mão-de-obra.

Também é bem mais fácil de aplicar em rodapés e demais cantos, e de maneira a reduzir as chances de pontos fracos no sistema. 

Produto quimicamente sofisticado

A poliureia está classificada dentro dos produtos quimicamente mais sofisticados do segmento de sistemas de impermeabilização.

Isso significa que a indústria foi capaz de criar um produto refinado, para resistir à mais diversas solicitações que um sistema de impermeabilização pode ser exposto.

 

Cura rápida

A cura da poliureia, como vimos, é de menos de 1 minuto, sendo possível estar seca ao toque a partir de 3 segundos.

Isso faz com que este sistema seja ideal em situações em que é preciso agilidade na execução do serviço e é necessário uma liberação rápida do local, como é o caso de impermeabilização em indústrias e locais fabris.

Nestes casos, cada dia ou mesmo cada hora de fábrica parada, pode acarretar prejuízos significativos.

 

Não há necessidade de quebradeira

A poliureia, desde que respeitados alguns requisitos sobre o estado do substrato, pode ser aplicado diretamente sobre a superfície a ser impermeabilizada, sem a necessidade de quebrar e retirar o sistema de impermeabilização anterior, como é o caso de reformas de manta asfáltica tradicional.

Isso significa economia de tempo de obra, além de não gerar custos com a gestão de resíduos e entulho. 

 

Tome cuidado: impermeabilização com poliureia

 

impermeabilização com poliureia desvantagens

 

Mão-de-obra deve ser especializada e, mesmo assim, problemas podem acontecer 

Grande parte das falhas que ocorrem em sistemas de impermeabilização são decorrentes de erros de execução por mão-de-obra sem experiência.

Muitas vezes a impermeabilização não recebe a devida importância e é feita por profissionais e empresas que não tem experiência no assunto e não seguem os procedimentos recomendados pelos fabricantes e pelas normas técnicas.

Como a poliureia é considerada um sistema sofisticado, que demanda maquinário específico, as empresas que trabalham com esse tipo de serviço devem possuir equipes treinadas e habilitadas para a execução.

 

Mas, ainda que o aplicador seja treinado e certificado pelo fabricante, problemas podem acontecer.

É o que mostrou um estudo realizado em Brasília (SALOMÃO, 2016), em que foram visitadas cinco obras de impermeabilização com poliureia, sendo constatados sérios problemas em quatro delas (o que representa 80%!).

 

Os problemas observados foram:

  • Bolhas;
  • Rugas;
  • Fissuras;
  • Delaminações;
  • Manchas e
  • Desgaste.

 

Na maioria das obras onde foram constatadas bolhas, as mesmas apareceram minutos depois da aplicação.

 

Reparo não é tão fácil quanto pode parecer

Para reparar problemas na poliureia, é necessária uma preparação da área, utilização de primer específico (sob risco de delaminação, quando uma camada solta da outra) e mobilização do maquinário, que é grande e muitas vezes tem limitação de alcance por causa do tamanho da mangueira da pistola.

No estudo citado acima (SALOMÃO, 2016), por exemplo, no caso em que não se manifestaram patologias, houve, durante a aplicação, entupimento da pistola utilizada na aplicação, o que acarretou atraso no trabalho.

 

Fabricante x aplicador

Um clássico da massiva maioria dos sistemas de impermeabilização é a diferenciação entre fabricante e aplicador.

Na maioria dos casos, o fabricante é uma empresa consolidada no mercado, e inspira confiança. Mas o contrato é firmado entre o cliente e o aplicador, uma entidade completamente a parte, sem ligação com o fabricante.

 

E é aí que você deve se perguntar: em caso de problemas, quem assumirá a responsabilidade? 

Você estará sujeito a um “empurra-empurra” de responsabilidade, com uma parte culpando a outra?

É importante se perguntar isso porque, infelizmente, há casos (e aqui, é importante destacar, não estamos generalizando) em que se contratam sistemas em que fabricante e aplicador são entidades distintas e, na hora da resolução de problemas, o aplicador culpa o produto, e o fabricante culpa a mão-de-obra.

 

Garantia comercial ou contratual?

Imagine o seguinte cenário: o fabricante do sistema impermeabilizante diz que o produto possui 10 (ou 20) anos de garantia. Mas quem você contratará será o aplicador.

Antes de tomar uma decisão (e isso vale para todo e qualquer tipo de impermeabilização!), certifique-se de que a garantia oferecida é contratual (que constará no contrato, com cláusulas específicas sobre sua cobertura, e que pode ser cobrada no futuro), ou se é somente comercial (do tipo que só aparece em materiais publicitários mas que, na hora de solucionar problemas, não existe de fato).

 

E também certifique-se de quem estará fornecendo esta garantia: o fabricante ou o aplicador? Quem fornece a garantia terá condições de cumpri-la?

 

Conheça o Sistema Fibersals 100% Poliéster

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O 100% poliéster flexível é o sistema de impermeabilização da Fibersals, que compartilha de todas as vantagens da impermeabilização com a poliureia, sem as desvantagens.

A Fibersals é quem fornece a garantia contratual de 15 anos, sendo responsável pelo sistema e pela mão-de-obra. E faz isso desde 1985!

 

O Sistema Fibersals 100% Poliéster é aplicado diretamente sobre a superfície, sem causar sobrepeso na estrutura e sem a necessidade de quebrar.

O sistema é utilizado como superfície final de acabamento, com a opção de cores e texturas. Diferentemente da poliureia, o 100% Poliéster tem pode receber uma grande variedade de acabamentos, com ou sem demarcação de rejuntes, inclusive com agregados minerais que imitam pedras naturais.

A Fibersals atua em todo o Brasil.

 

 

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Referência

SALOMÃO, Gabriel Giacometti. Análise de sistema de impermeabilização em obras do Distrito Federal com o uso de poliureia a quente. 2016. 62 f. Monografia (Graduação) – Faculdade de Tecnologia e Ciências Sociais Aplicadas, Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2016. Disponível em: https://repositorio.uniceub.br/jspui/bitstream/235/9482/1/21136404.pdf

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