Post atualizado em 28 de junho de 2017.
A etapa de impermeabilização é de vital importância para a construção, pois a vida útil da construção está diretamente ligada à proteção que a estrutura recebe dos nocivos ataques da umidade e de infiltrações.
Os sistemas de impermeabilização funcionam como barreira física, evitam o surgimento de goteiras, bolor, manchas, e corrosão de armaduras.
Neste post vamos falar um pouco mais sobre dois sistemas de impermeabilização: a manta asfáltica e o poliéster flexível.
Saiba um pouco mais sobre cada um, suas especificidades, suas características, suas aplicações e as principais diferenças entre eles.
Entendendo um pouco melhor os sistemas de impermeabilização
Manta Asfáltica
Os sistemas de impermeabilização feitos com manta asfáltica são classificados como flexíveis.
Isso significa que a manta asfáltica consegue acompanhar a movimentação da estrutura, as dilatações, sem perder sua capacidade de impermeabilização ou causar rachaduras e trincas por onde a água poderia se infiltrar.
Trata-se de um sistema pré-fabricado, formado por um elemento estrutural (fibra de vidro ou filamentos de poliéster) que confere resistência mecânica, e é recoberto por material asfáltico.
É um dos sistemas mais usados no país, principalmente na fase de construção.
Poliéster Flexível

O Sistema de impermeabilização definitiva em poliéster flexível foi desenvolvido pela Fibersals em 1985.
A impermeabilização feita com o sistema poliéster flexível é aplicada diretamente sobre o contrapiso ou piso já existente, e como o próprio nome já diz, também se trata de um material flexível que acompanha as movimentações da estrutura.
O sistema resiste aos raios UV, diversos agentes químicos, tráfego de pessoas e veículos pesados, lavagens constantes, ciclos de gelo e degelo.
Ele é indicado não apenas para grandes áreas, mas também em áreas internas (como pisos industriais, por exemplo) que necessitem de uma impermeabilização resistente aos mais diversos agressores, e por ser atóxico, pode ser utilizado em caixas d’água e reservatórios em geral.
A superfície final, inclusive, é aprovada para contato com alimentos.
A aplicação do sistema em construções já antigas ou em reformas é facilitado, pois não gera entulho, já que não é necessário quebrar o piso.
Poliéster Flexível x Manta Asfáltica
Para melhor entender as semelhanças e diferenças entre o sistema poliéster flexível e a manta asfáltica, vamos fazer algumas comparações em pontos específicos, comparando como trabalham cada um dos sistemas.
Principais semelhanças entre a Manta Asfáltica e o Poliéster Flexível
- São sistemas flexíveis de impermeabilização;
- Indicados para locais sob pressão positiva (quando a água exerce pressão diretamente sobre a impermeabilização), como lajes, terraços, piscinas, entre outros.

Principais diferenças entre a Manta Asfáltica e o Poliéster Flexível
1. Forma de Apresentação
- Manta Asfáltica: Sistema pré-fabricado, industrializado e vendido em rolos, que são emendados in loco durante a aplicação.
- Poliéster Flexível: Sistema líquido moldado in loco, não apresenta emendas.
As emendas são pontos críticos de qualquer sistema de impermeabilização, e caso o sistema seja aplicado sem o devido cuidado (em geral, as mantas precisam ser aplicadas com 10cm de sobreposição, recebendo o método de fundição correto e indicado pelo fabricante – no geral, isto é feito a quente, com uso de maçarico), podem apresentar falhas.
Por este motivo, é de vital importância que a mão-de-obra contratada seja qualificada.
O sistema de poliéster flexível não apresenta emendas, pois é moldado e aplicado no local, formando um sistema monolítico.
É aplicado a frio, sem uso de fontes de calor.
A mão-de-obra empregada é treinada e qualificada, composta unicamente por funcionários próprios da Fibersals, que são constantemente treinados.
2. Momento da aplicação
- Manta asfáltica: seu custo é considerado “imbatível” durante a fase de construção pelas construtoras (que muitas vezes utilizam mão-de-obra própria para a aplicação) – um dos motivos pelos quais este é um dos sistemas de impermeabilização mais utilizados no Brasil.
Nesta fase, quando ainda não há contrapiso na edificação e considerando-se que foram projetados os caimentos e desníveis necessários, a aplicação é feita de maneira ágil, uma vez que as mantas são pré-fabricadas, sendo emendadas umas às outras no canteiro de obras.
Também pode ser aplicado em obras prontas (veja o item 4 “Aplicação em reformas”).
- Poliéster flexível: predominantemente utilizado para reparos em obras já concluídas que, ou não receberam impermeabilização na fase de construção, ou apresentaram falhas nos sistemas aplicados anteriormente.
3. Flexibilidade
- Manta Asfáltica: Varia conforme o material escolhido. São muitos os tipos de manta asfáltica, e o projetista deve especificar o material adequado para cada aplicação.
- Poliéster Flexível: Flexível, com elongação mínima de 20%.
A flexibilidade de um sistema de impermeabilização confere a ele a capacidade de resistir bem às movimentações.
Para as lajes de cobertura, por exemplo, que sofrem uma grande exposição aos raios solares, e consequentemente maiores dilatações, essa é uma característica fundamental para evitar trincas ou rachaduras que comprometem o sistema de impermeabilização.
Ambos os sistemas são considerados flexíveis. Entenda mais sobre a impermeabilização flexível:
4. Aplicação em reformas
- Manta Asfáltica: Em caso de falhas no sistema antigo, “promover a reexecução total da impermeabilização existente é uma forma de solução dos problemas porque os reparos localizados em impermeabilização são frequentes e reconhecidos como procedimentos fracassados” (MORAES, 2002, p. 36). Nestes casos, Moraes (2002, p. 36-37) sugere que sejam seguidas as seguintes etapas:
“a) Demolição do piso existente;
b) Remoção da proteção mecânica existente;
c) Retirada e transporte do entulho gerado;
d) Remoção da impermeabilização antiga;
e) Reconstituição da regularização;
f) Aplicação de nova impermeabilização;
g) Colocação de camada separadora;
h) Proteção mecânica;
i) Colocação de novo piso;
j) Reconstituição do “lay out”;
k) Execução de novo paisagismo.”
- Poliéster Flexível: Dispensa a necessidade de uma nova obra. O sistema é aplicado sobre piso já existente, sem quebrar nada e sem gerar entulho. Em linhas gerais, são seguidos os seguintes passos:
a) Limpeza da área e preparação da superfície;
b) Aplicação do compósito de poliéster flexível, laminado e ancorado in loco;
c) Aplicação de gel coat especial com inúmeras opções de acabamento a escolha do cliente;
d) Liberação da área para uso.
5. Peso
- Manta Asfáltica: Em média, 5kg/m² da manta + 95kg/m² de um novo contrapiso de 4cm + 30kg/m² de um novo piso. No total, um novo sistema com manta, contrapiso e piso soma em média 130kg/m² na laje.
- Poliéster Flexível: 3kg/m².
Na fase de construção, o peso do sistema já é considerado no projeto, não afetando a edificação.
Já no caso de uma reforma, se o usuário optar por refazer o sistema de impermeabilização sem retirar o piso antigo, o sobrepeso adicionado sobre a estrutura é bastante considerável e, por este motivo, muitos profissionais não recomendam a instalação de nova manta asfáltica sobre o sistema antigo, sendo necessário seguir os passos relatados anteriormente para a nova aplicação.
Saiba mais sobre os riscos de excesso de peso na laje.
O sistema de poliéster flexível tem um peso extremamente baixo, não sobrecarregando os elementos estruturais existentes, sendo seguro para aplicação sobre as estruturas existentes.
6. Garantia
- Manta Asfáltica: Varia conforme o aplicador.
- Poliéster Flexível: 15 anos.
O sistema de impermeabilização em poliéster flexível é ofertado pela Fibersals desde 1985, e oferece 15 anos de garantia contra infiltrações.
Ele é desenvolvido e aplicado pela mesma empresa, responsável por todas as fases do sistema de impermeabilização, desde o projeto até a execução.
No caso da manta asfáltica, são muitos os fabricantes e aplicadores no Brasil. A garantia oferecida varia conforme o aplicador.
No entanto, a garantia mínima obrigatória para obras de construção civil deve ser de cinco anos. Saiba mais sobre o assunto.
Uma dica, além de procurar saber o tempo de garantia da manta asfáltica junto ao aplicador, é se informar sobre sua cobertura: em caso de falha da impermeabilização, a garantia cobrirá todos os passos relatados no item 3, incluindo um novo piso no mesmo padrão de qualidade do anterior?
Além disso, antes de contratar qualquer serviço de impermeabilização, é preciso se certificar de que a empresa é idônea e poderá cumprir com seus compromissos – entre eles, a garantia oferecida. Veja:
7. Durabilidade
- Manta Asfáltica: Depende de muitos fatores, como a qualidade do produto, a especificação correta do tipo de manta para a área e a aplicação feita da maneira recomendada por mão-de-obra especializada. De acordo com Moraes (2002, p. 30), a “durabilidade caracteriza a propriedade dos Sistemas de Impermeabilização de apresentarem performances satisfatórias; ou seja, estanqueidade total num intervalo de tempo, variando de 5 a 10 anos, conforme o sistema adotado, tipo e localização da obra, custos de execução, etc. Conforme experiência prática na construção civil no Brasil, um Sistema de Impermeabilização com duração de 20 anos, é considerado de notável longevidade“.
- Poliéster Flexível: Solução feita inteiramente pela Fibersals. Em casos de rompimento acidental da impermeabilização (na instalação de uma nova antena, por exemplo), pode ser feito um reparo pontual de maneira simplificada.
A durabilidade estimada do Sistema Fibersals em Poliéster Flexível é de mais de 30 anos. Temos obras realizadas desde 1985 que impedem as infiltrações nas edificações até hoje.
Com o tempo (passados cerca de 15 a 20 anos), a camada superficial pode sofrer desgaste na coloração, devido aos raios UV – ou mesmo os proprietários podem querer repaginar a área com novo acabamento. Nestes casos, é possível fazer um novo acabamento de maneira facilitada.
8. Danos ou degradação na impermeabilização
- Manta asfáltica: No geral, os sistemas de manta asfáltica recebem acabamento (contrapiso e piso), e ficam ocultos, sendo no sistema flutuante (sem aderência à base) ou no sistema aderido (com aderência à base feita por colagem com asfalto quente ou colagem com maçarico a gás).
Picchi (1986, p. 36, apud ROCHA, 2016, p. 44), relata que “no sistema flutuante, a água pode deslocar-se sob a impermeabilização, manifestando-se em um ponto distante do local da infiltração, sendo necessário muitas vezes a substituição ou recuperação de toda a impermeabilização”.
“Já para Cunha e Neumann (1979, p. 29-30), os opositores do sistema aderido muitas vezes o condenam pelo fato de nele ser difícil a localização de eventuais pontos de infiltração. Porém, as mantas no sistema aderido não são isentas de problemas na identificação de pontos de entrada de água, pois quando são aderidas a uma camada de argamassa regularizadora, geralmente não formam um corpo monolítico com a laje. A água pode infiltrar entre a argamassa e o concreto da estrutura, e assim o ponto de problema de estanqueidade não coincide com o ponto de entrada da água” (ROCHA, 2016, p. 44).
- Poliéster flexível: No caso do poliéster flexível, caso seja necessário, por exemplo, perfurar a impermeabilização para instalar uma nova antena ou estrutura sobre a laje, o reparo pode ser feito de forma fácil e rápida, já que o sistema de impermeabilização fica completamente visível, e é possível fundir as camadas de reparo com aquelas da impermeabilização.
Outros pontos de destaque sobre o poliéster flexível:
Renovação visual
A renovação visual é uma característica do próprio sistema – são oferecidos inúmeros acabamentos a escolha do cliente:
Uso em caixas d’água
O poliéster flexível pode ser usado em caixas d’água sem comprometer a qualidade da água.
Além disso, os serviços de manutenção e limpeza são facilitados, pois sujeiras e impurezas não ficam aderidos na superfície.
Resistência
O sistema poliéster flexível oferece excelente resistência à:
- Agressão dos raios UV, sem perder as propriedades impermeabilizantes;
- Variações climáticas, acompanhando a contração e retração do concreto;
- Tráfego de pedestres, veículos e veículos pesados, incluindo caminhões e empilhadeiras;
- Temperaturas de uso de 45 °C a 100 °C;
- Agressão imposta por uma série de agentes químicos (veja uma lista mais abrangente em nosso boletim técnico);
- Abrasão e impacto;
- Constantes ciclos de lavagem com água quente;
- Congelamento e ciclos de gelo e degelo.
Ele também apresenta baixa contração e retração em relação à variação térmica.
Tempo de cura
O sistema de poliéster possui cura rápida e permite o tráfego de pessoas após 5 horas, e de veículos após 12 horas.
Acabamento
Marcações de vagas de estacionamento, helipontos e quadras de esportes podem ser feitas diretamente no acabamento do nosso sistema de poliéster flexível.
Calculando o custo-benefício na reforma: Poliéster Flexível x Manta Asfáltica

Como os tempos de garantia dos dois sistemas no geral são diferentes, um cálculo simples que pode ser feito para comparar os valores da reforma é o seguinte: some todos os valores da obra (se o sistema requerer a quebra do piso e contrapiso antigos para a reaplicação, não esqueça de somar a mão-de-obra e materiais para a quebra e reinstalação do piso, bem como o descarte do entulho), procurando calcular o custo de imobilização da área (veja quanto tempo durará a obra completa e tente estimar o custo de não poder utilizar a área a ser impermeabilizada por todo este tempo); depois, divida essa soma pelo tempo de garantia de cada sistema.
Assim você pode comparar sistemas com tempos de obra e de garantias diferentes.
Como em muitos casos a manta asfáltica não pode ficar exposta, vale a pena procurar se informar sobre a cobertura da garantia em caso de falha da impermeabilização. Ela cobrirá todos os passos relatados no item 3, incluindo um novo piso no mesmo padrão de qualidade do anterior?
Lembre-se, porém, que só a garantia não basta, se a empresa em questão não cumpri-la. Por esse motivo, sempre se certifique sobre a idoneidade da empresa. Veja alguns documentos que podem ser exigidos:
Detalhes técnicos sobre os sistemas:
Manta Asfáltica
Para ver detalhes técnicos sobre a manta asfáltica, indicamos a leitura dos trabalhos acadêmicos que fundamentaram a escrita deste post:
MORAES, Claudio Roberto Klein de. Impermeabilização em lajes de cobertura: levantamento dos principais fatores envolvidos na ocorrência de problemas na cidade de Porto Alegre. 2002. 123 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil) – Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil (PPGEC). Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, 2002. Disponível em: <http://hdl.handle.net/10183/2708>
ROCHA, Guilherme da Silva. Diagnóstico do uso de impermeabilização com mantas asfálticas na região da grande Porto Alegre. 2016. 114 f. Trabalho de conclusão de curso (Bacharel em Engenharia Civil) – Curso de Engenharia Civil, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, 2016. Disponível em: <http://hdl.handle.net/10183/159643>
Poliéster Flexível
Mais detalhes sobre o Sistema Fibersals em Poliéster Flexível podem ser encontrados em nosso boletim técnico.


